quinta-feira, 30 de outubro de 2014
História da Filosofia
Filosofia na Grécia Antiga
Introdução
A palavra filosofia é de origem grega e significa amor à sabedoria. Ela
surge desde o momento em que o homem começou a refletir sobre o funcionamento
da vida e do universo, buscando uma solução para as grandes questões da
existência humana. Os pensadores, inseridos num contexto histórico de sua
época, buscaram diversos temas para reflexão. A Grécia Antiga é conhecida
como o berço dos pensadores, sendo que os sophos (sábios em grego)
buscaram formular, no século VI a.C., explicações racionais para tudo aquilo
que era explicado, até então, através da mitologia.
Os
Pré-Socráticos
Podemos afirmar que foi a primeira corrente de pensamento, surgida na
Grécia Antiga por volta do século VI a.C. Os filósofos que viveram antes de
Sócrates se preocupavam muito com o Universo e com os fenômenos da natureza.
Buscavam explicar tudo através da razão e do conhecimento científico. Podemos
citar, neste contexto, os físicos Tales de Mileto, Anaximandro e Heráclito.
Pitágoras desenvolve seu pensamento defendendo a ideia de que tudo preexiste a
alma, já que esta é imortal. Demócrito e Leucipo defendem a formação de
todas as coisas, a partir da existência dos átomos.
Período
Clássico
Os séculos V e IV a.C. na Grécia Antiga foram de grande desenvolvimento
cultural e científico. O esplendor de cidades como Atenas, e seu sistema
político democrático, proporcionou o terreno propício para o desenvolvimento
do pensamento. É a época dos sofistas e do grande pensador Sócrates.
Os sofistas, entre eles Górgias, Leontinos e Abdera, defendiam uma educação,
cujo objetivo máximo seria a formação de um cidadão pleno, preparado para
atuar politicamente para o crescimento da cidade. Dentro desta proposta
pedagógica, os jovens deveriam ser preparados para falar bem ( retórica ),
pensar e manifestar suas qualidades artísticas.
Sócrates começa a pensar e refletir sobre o homem, buscando entender o
funcionamento do Universo dentro de uma concepção científica. Para ele, a
verdade está ligada ao bem moral do ser humano. Ele não deixou textos ou
outros documentos, desta forma, só podemos conhecer as ideias de Sócrates
através dos relatos deixados por Platão.
Platão foi discípulo de Sócrates e defendia que as ideias formavam o foco do
conhecimento intelectual. Os pensadores teriam a função de entender o mundo da
realidade, separando-o das aparências.
Outro grande sábio desta época foi Aristóteles que desenvolveu os estudos de
Platão e Sócrates. Foi Aristóteles quem desenvolveu a lógica dedutiva
clássica, como forma de chegar ao conhecimento científico. A sistematização
e os métodos devem ser desenvolvidos para se chegar ao conhecimento pretendido,
partindo sempre dos conceitos gerais para os específicos.
Período
Pós-Socrático
Está época vai do final do período clássico (320 a.C.) até o começo da
Era Cristã, dentro de um contexto histórico que representa o final da
hegemonia política e militar da Grécia.
Ceticismo: de acordo com os pensadores céticos, a dúvida deve estar sempre
presente, pois o ser humano não consegue conhecer nada de forma exata e segura.
Epicurismo: os epicuristas, seguidores do pensador Epicuro, defendiam que o bem era originário da prática da virtude. O corpo e a alma não deveriam sofrer para, desta forma, chegar-se ao prazer.
Estoicismo: os sábios estóicos como, por exemplo Marco Aurélio e Sêneca, defendiam a razão a qualquer preço. Os fenômenos exteriores a vida deviam ser deixados de lado, como a emoção, o prazer e o sofrimento.
Epicurismo: os epicuristas, seguidores do pensador Epicuro, defendiam que o bem era originário da prática da virtude. O corpo e a alma não deveriam sofrer para, desta forma, chegar-se ao prazer.
Estoicismo: os sábios estóicos como, por exemplo Marco Aurélio e Sêneca, defendiam a razão a qualquer preço. Os fenômenos exteriores a vida deviam ser deixados de lado, como a emoção, o prazer e o sofrimento.
Pensamento
Medieval
O pensamento na Idade Média foi muito influenciado pela Igreja Católica
Desta forma, o teocentrismo acabou por definir as formas de sentir, ver e
também pensar durante o período medieval. De acordo com Santo
Agostinho,
importante teólogo romano, o conhecimento e as ideias eram de origem divina.
As verdades sobre o mundo e sobre todas as coisas deviam ser buscadas nas
palavras de Deus.
Porém, a partir do século V até o século XIII, uma nova linha de pensamento
ganha importância na Europa. Surge a escolástica, conjunto de ideias que
visava unir a fé com o pensamento racional de Platão e Aristóteles. O
principal representante desta linha de pensamento foi São Tomás de Aquino.
Pensamento
Filosófico Moderno
Com o Renascimento Cultural e Científico, o surgimento da burguesia e o fim
da Idade Média, as formas de pensar sobre o mundo e o Universo ganham novos
rumos. A definição de conhecimento deixa de ser religiosa para entrar num
âmbito racional e científico. O teocentrismo é deixado de lado e entre em
cena o antropocentrismo ( homem no centro do Universo ). Neste contexto, René
Descartes cria o cartesianismo, privilegiando a razão e considerando-a
base de todo conhecimento.
A burguesia, camada social em crescimento econômico e político, tem seus
ideais representados no empirismo e no idealismo.
No século XVII, o pesquisador e sábio inglês Francis Bacon cria um método experimental, conhecido como empirismo. Neste mesmo sentido, desenvolvem seus pensamentos Thomas Hobbes e John Locke.
No século XVII, o pesquisador e sábio inglês Francis Bacon cria um método experimental, conhecido como empirismo. Neste mesmo sentido, desenvolvem seus pensamentos Thomas Hobbes e John Locke.
Conhecido
como o percursor do pensamento filosófico moderno, o filósofo e matemático
francês René Descartes
dá uma grande contribuição para a Filosofia no século XVII ao desenvolver o
Método Cartesiano. De acordo com este método, só existe aquilo que pode ter
sua existência comprovada.
O iluminismo surge em pleno século das Luzes, o século XVIII. A
experiência, a razão e o método científico passam a ser as únicas formas de
obtenção do conhecimento. Este, a única forma de tirar o homem das trevas da
ignorância. Podemos citar, nesta época, os pensadores Immanuel Kant, Friedrich
Hegel, Montesquieu, Diderot, D'Alembert e Rosseau.
O século XIX é marcado pelo positivismo de Auguste Comte. O ideal de uma
sociedade baseada na ordem e progresso influencia nas formas de refletir sobre
as coisas. O fato histórico deve falar por si próprio e o método científico,
controlado e medido, deve ser a única forma de se chegar ao conhecimento.
Neste mesmo século, Karl Marx utiliza o método dialético para desenvolver sua
teoria marxista. Através do materialismo histórico, Marx propõe entender o
funcionamento da sociedade para poder modificá-la. Através de uma revolução
proletária, a burguesia seria retirada do controle dos bens de produção que
seriam controlados pelos trabalhadores.
Ainda neste contexto, Friedrich Nietzsche, faz duras críticas aos valores
tradicionais da sociedade, representados pelo cristianismo e pela cultura
ocidental. O pensamento, para libertar, deve ser livre de qualquer forma de
controle moral ou cultural.
Época
Contemporânea
Durante o século XX várias correntes de pensamentos agiram ao mesmo tempo.
As releituras do marxismo e novas propostas surgem a partir de Antonio Gramsci,
Henri Lefebvre, Michel Foucault, Louis Althusser e Gyorgy Lukács. A
antropologia ganha importância e influencia o pensamento do período, graças
aos estudos de Claude Lévi-Strauss. A fenomenologia, descrição das coisas
percebidas pela consciência humana, tem seu maior representante em Edmund
Husserl. A existência humana ganha importância nas reflexões de Jean-Paul
Sartre, o criador do existencialismo.
Você
sabia?
-
É comemorado em 15 de novembro o Dia Mundial da Filosofia.
Retirado de : http://www.suapesquisa.com/filosofia
Retirado de : http://www.suapesquisa.com/filosofia
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quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Biografia de Platão
Platão
Filósofo grego da antiguidade
Biografia de Platão:
Platão (427-347a.C.) nasceu em Atenas, Grécia. Sua família era uma das mais nobres de Atenas. Seu nome era Arístocles, mas recebeu o apelido de Platão, que em grego significa de ombros largos. Recebeu educação especial, estudou leitura e escrita, ginástica, música, pintura e poesia. Era excelente atleta, participou dos jogos olímpicos como lutador.
Desde cedo tornou-se discípulo de Sócrates, aprendendo e conhecendo os problemas e as virtudes humanas. Deixou eternizados os ensinamentos do mestre, escreveu inúmeros diálogos e cartas, onde a figura principal é Sócrates. Realizou estudos em várias parte do mundo, foi para Megara onde estudou Geometria com Euclides, importante matemático da época. Esteve no Egito onde estudou Astronomia. Foi para Cyrene, no norte da África, aperfeiçoar-se em Matemática. Em Crotona, no sul da Itália, manteve contato com os discípulos de Pitágoras, notável filósofo e matemático. Com essa formação desenvolveu suas próprias teorias.
Platão foi um dos mais importantes filósofos de todos os tempos. Suas teorias,chamadas de platonismo, concentram-se na distinção de dois mundos, o visível, sensível ou mundo dos reflexos, e um outro invisível, ou mundo das ideias.
Em 387 a.C., de volta para Atenas onde fundou sua escola filosófica, "Academia", local que reunia seus discípulos para estudar Filosofia, Ciências, Matemática e Geometria. Adotou o lema de Sócrates "O sábio é o virtuoso". Nos últimos anos de vida escreveu suas obras mais notáveis, cerca de trinta obras chegaram até nossos dias. Em forma de diálogos foram escritas "República", "Protágoras", "Banquete", "Fedro" e "Apologia", entre outras. Quando morreu, em 347 a.C., estava escrevendo "As Leis", um grande tratado. Entre seus discípulos o que mais se destacou foi Aristóteles. A Academia só foi fechada no ano de 529, pelo imperador romano Justiniano.
Retirado de : http://www.e-biografias.net/platao/
Biografia de Immanuel Kant
Immanuel Kant
Filósofo alemão
Biografia de Immanuel Kant:
Kant veio de família pobre e foi criado no seio da religião protestante. Lecionou geografia e iniciou a carreira universitária ensinando Ciências Naturais. Em 1770, foi nomeado professor catedrático na Universidade de Königsberg.
Kant estabeleceu um sistema filosófico, operando uma resolução entre o racionalismo de Descartes e Leibniz e o empirismo dos filósofos David Hume e John Locke.
Sua obra, Crítica da Razão Pura,visava colocar todas as questões sob análise racional, sem a confusão que os sentidos poderiam causar para uma conclusão mais cuidadosa. Tentou, então, resolver o problema do conhecimento racional e empírico, pois não concordava que a experiência sensível era limitada. Kant achava que as verdades universais poderiam ser encontradas a priori, ou seja, antes de qualquer experiência.
Assim, para Kant, o espírito ou razão modelava e coordenava as sensações, sendo as impressões dos sentidos externos apenas matéria prima para o conhecimento.
Kant negava que existia uma verdade última ou a natureza íntima das coisas. Por isso, propôs uma espécie de código de conduta humano, surgindo daí, idéias para outra obra famosa, o seu livro A crítica da Razão Prática, que funcionaria como leis éticas que regeriam os seres humanos. A estas leis, deu o nome de Imperativo Categórico.
Kant passou toda a sua vida na cidade onde nasceu, em Königsberg, onde levou uma vida metódica e circunspecta.
Informações biográficas de Immanuel Kant:
Data do Nascimento: 22/04/1724Data da Morte: 12/02/1804
Nasceu há 290 anos
Morreu aos 79 anos
Morreu há 210 anos
Retirado de : http://www.e-biografias.net/immanuel_kant/.
Immanuel Kant
Immanuel Kant
Um
dos principais temas da filosofia de Kant é o conhecimento, quais as
possibilidades que temos de conhecer, onde começa e onde termina a nossa
capacidade de conhecimento e como podemos utilizar esse conhecimento.
Kant
também se preocupou em analisar as razões das ações humanas e a relação dessas
ações com a moral. Ele se questionou sobre as formas como devemos agir, porque
devemos fazer e o que devemos fazer, como devemos comportar-nos em nossas
relações com outras pessoas, qual a forma de se alcançar a felicidade, o que é
e como podemos atingir o bem supremo.
Em
seu livro Crítica da Razão Pura Kant diferencia os conhecimentos que adquirimos
por experiência, os conhecimentos a posteriori, dos conhecimentos que ele
classifica como puros, ou a priori.
Nossos
conhecimentos experimentais, a posteriori, são os que nos fornecem as sensações,
por exemplo: para que tenhamos o conhecimento de que o fogo queima, temos que
experimentar o seu calor. Esse conhecimento não pode ser separado das nossas
impressões sensoriais.
O
conhecimento a priori ou puro, não necessita da experiência sensorial para
acontecer, além disso o conhecimento a priori é essencial e aplicado a tudo e a
todos, por exemplo: a afirmação de que o triângulo tem três lados é uma
afirmação que serve para qualquer tipo de triângulo em qualquer situação e em
qualquer tempo. Eles são gerais e deles se originam discernimentos
fundamentais.
Já
os conhecimentos dados pela experiência, a posteriori, não produzem juízos
essenciais e que possam ser aplicados em todas as situações.
Além
da diferenciação entre os conhecimentos a posteriori e a priori, Kant considera
ainda que existem juízos analíticos e sintéticos. Os juízos analíticos são
aqueles em que os atributos fazem parte do termo sobre o qual se afirma algo. As
conclusões dos juízos analíticos são o resultado do exame dos elementos
contidos nos termos. Por exemplo, na afirmação "os corpos são extensos" a
qualidade "extenso" já está contida de forma subentendia no termo "corpo", ou
seja, não temos condição de elabora ideias ou raciocínios sobre o termo "corpo"
se não aceitarmos que eles são "extensos".
Já
os juízos sintéticos são os que associam o conceito do predicado ao conceito do
sujeito e geram novos conhecimentos, por exemplo "alguns corpos se movimentam
em relação a outros". Na formulação desse juízo, os termos se complementam e
desenvolvem um novo saber.
Através
da diferenciação entre os juízos a priori, a posteriori, analíticos e
sintéticos, Kant classifica os juízos em analíticos, sintéticos a posteriori e
sintéticos a priori. Desses três o único que tem a possibilidade de criar novos
conhecimentos são os juízos sintéticos a priori pois são ao mesmo tempo
universais e necessários e fazem o conhecimento evoluir. Os juízos sintéticos a
priori são os juízos da matemática e da física e Kant se pergunta se eles são
possíveis também na metafísica.
Para
responde essa questão o filósofo diz que a proporção do conhecimento dos
objetos é definida pela capacidade de conhecer do sujeito, ou seja, o conhecimento
vai depender da competência de experimentar e da competência de entender de
cada sujeito.
Existem
duas competências experimentais e de entendimento básicas que são o espaço e o
tempo. O espaço é algo intrínseco à sensibilidade do sujeito que conhece e por
isso ele pode perceber os objetos e relacioná-los. Nós podemos conceber um
espaço sem nada, mas não podemos conceber a ausência do espaço, portanto ele é
algo inerente a nós enquanto sujeitos do conhecimento. O entendimento de Kant
sobre o tempo segue as mesmas argumentações. Assim, o espaço e o tempo são
condições necessárias para o conhecimento.
Como
consequência dessas formulações sobre o conhecimento, Kant afirma que não temos
a capacidade de conhecer as coisas em si mesmas, mas somente os fenômenos decorrentes
delas. Da mesma forma, não temos a propriedade de conhecer o mundo da
metafísica, mas somente a capacidade de pensar um mundo no âmbito da
metafísica.
Mas
nossa razão não é somente teoria e conhecimento, mas também prática. A razão vai analisar nossas ações através da
moral. Para Kant uma vida moral é possível se a razão estabelecer de forma
racional a forma como devemos nos conduzir. A razão tem que criar leis morais
objetivas, ou seja, que valham para ser aplicadas por qualquer ser racional. Seguindo
esses argumentos Kant desenvolveu o Imperativo Categórico: "Age de tal maneira
que o motivo da tua ação possa ser universal", ou seja, minha ação vai ser
moral se todas as pessoas puderem agir da mesma forma.
Sentenças:
-
Atreva-se a pensar.
-
Com as pedras das críticas que recebes, erga um monumento.
-
Com o poder vem a responsabilidade.
-
Não se ensina filosofia; ensina-se a filosofar.
-
É na da educação que se estrutura o aperfeiçoamento da humanidade.
-
Conceitos sem intuição são vazios; intuições sem conceitos são cegas.
-
Todos sabem de onde vem o ser humano, mas poucos sabem para onde vai.
-
O direito deve permitir que a liberdade de cada um deixe espaço para a
liberdade de todos.
-
O sábio muda de opinião. O ignorante, nunca.
-
A felicidade não é um objetivo da razão, mas da imaginação.
-
A liberdade é a capacidade que aumenta a utilidade das outras capacidades.
-
É inútil fazer pelo outro o que ele pode fazer por ele mesmo.
-
Para toda tese existe uma antítese igualmente válida.
-
Vemos as coisas não como elas são, mas como somos.
-
Somente pela educação o homem pode ser homem.
-
Somos o que a educação fez de nós.
-
Sonho é poesia involuntária.
-
Nos atormentamos com questões que não podemos recusar, nem resolver.
-
O homem é o único animal que trabalha.
Retirado de :http://www.filosofia.com.br/historia_show.php?id=93
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