Immanuel Kant
Um
dos principais temas da filosofia de Kant é o conhecimento, quais as
possibilidades que temos de conhecer, onde começa e onde termina a nossa
capacidade de conhecimento e como podemos utilizar esse conhecimento.
Kant
também se preocupou em analisar as razões das ações humanas e a relação dessas
ações com a moral. Ele se questionou sobre as formas como devemos agir, porque
devemos fazer e o que devemos fazer, como devemos comportar-nos em nossas
relações com outras pessoas, qual a forma de se alcançar a felicidade, o que é
e como podemos atingir o bem supremo.
Em
seu livro Crítica da Razão Pura Kant diferencia os conhecimentos que adquirimos
por experiência, os conhecimentos a posteriori, dos conhecimentos que ele
classifica como puros, ou a priori.
Nossos
conhecimentos experimentais, a posteriori, são os que nos fornecem as sensações,
por exemplo: para que tenhamos o conhecimento de que o fogo queima, temos que
experimentar o seu calor. Esse conhecimento não pode ser separado das nossas
impressões sensoriais.
O
conhecimento a priori ou puro, não necessita da experiência sensorial para
acontecer, além disso o conhecimento a priori é essencial e aplicado a tudo e a
todos, por exemplo: a afirmação de que o triângulo tem três lados é uma
afirmação que serve para qualquer tipo de triângulo em qualquer situação e em
qualquer tempo. Eles são gerais e deles se originam discernimentos
fundamentais.
Já
os conhecimentos dados pela experiência, a posteriori, não produzem juízos
essenciais e que possam ser aplicados em todas as situações.
Além
da diferenciação entre os conhecimentos a posteriori e a priori, Kant considera
ainda que existem juízos analíticos e sintéticos. Os juízos analíticos são
aqueles em que os atributos fazem parte do termo sobre o qual se afirma algo. As
conclusões dos juízos analíticos são o resultado do exame dos elementos
contidos nos termos. Por exemplo, na afirmação "os corpos são extensos" a
qualidade "extenso" já está contida de forma subentendia no termo "corpo", ou
seja, não temos condição de elabora ideias ou raciocínios sobre o termo "corpo"
se não aceitarmos que eles são "extensos".
Já
os juízos sintéticos são os que associam o conceito do predicado ao conceito do
sujeito e geram novos conhecimentos, por exemplo "alguns corpos se movimentam
em relação a outros". Na formulação desse juízo, os termos se complementam e
desenvolvem um novo saber.
Através
da diferenciação entre os juízos a priori, a posteriori, analíticos e
sintéticos, Kant classifica os juízos em analíticos, sintéticos a posteriori e
sintéticos a priori. Desses três o único que tem a possibilidade de criar novos
conhecimentos são os juízos sintéticos a priori pois são ao mesmo tempo
universais e necessários e fazem o conhecimento evoluir. Os juízos sintéticos a
priori são os juízos da matemática e da física e Kant se pergunta se eles são
possíveis também na metafísica.
Para
responde essa questão o filósofo diz que a proporção do conhecimento dos
objetos é definida pela capacidade de conhecer do sujeito, ou seja, o conhecimento
vai depender da competência de experimentar e da competência de entender de
cada sujeito.
Existem
duas competências experimentais e de entendimento básicas que são o espaço e o
tempo. O espaço é algo intrínseco à sensibilidade do sujeito que conhece e por
isso ele pode perceber os objetos e relacioná-los. Nós podemos conceber um
espaço sem nada, mas não podemos conceber a ausência do espaço, portanto ele é
algo inerente a nós enquanto sujeitos do conhecimento. O entendimento de Kant
sobre o tempo segue as mesmas argumentações. Assim, o espaço e o tempo são
condições necessárias para o conhecimento.
Como
consequência dessas formulações sobre o conhecimento, Kant afirma que não temos
a capacidade de conhecer as coisas em si mesmas, mas somente os fenômenos decorrentes
delas. Da mesma forma, não temos a propriedade de conhecer o mundo da
metafísica, mas somente a capacidade de pensar um mundo no âmbito da
metafísica.
Mas
nossa razão não é somente teoria e conhecimento, mas também prática. A razão vai analisar nossas ações através da
moral. Para Kant uma vida moral é possível se a razão estabelecer de forma
racional a forma como devemos nos conduzir. A razão tem que criar leis morais
objetivas, ou seja, que valham para ser aplicadas por qualquer ser racional. Seguindo
esses argumentos Kant desenvolveu o Imperativo Categórico: "Age de tal maneira
que o motivo da tua ação possa ser universal", ou seja, minha ação vai ser
moral se todas as pessoas puderem agir da mesma forma.
Sentenças:
-
Atreva-se a pensar.
-
Com as pedras das críticas que recebes, erga um monumento.
-
Com o poder vem a responsabilidade.
-
Não se ensina filosofia; ensina-se a filosofar.
-
É na da educação que se estrutura o aperfeiçoamento da humanidade.
-
Conceitos sem intuição são vazios; intuições sem conceitos são cegas.
-
Todos sabem de onde vem o ser humano, mas poucos sabem para onde vai.
-
O direito deve permitir que a liberdade de cada um deixe espaço para a
liberdade de todos.
-
O sábio muda de opinião. O ignorante, nunca.
-
A felicidade não é um objetivo da razão, mas da imaginação.
-
A liberdade é a capacidade que aumenta a utilidade das outras capacidades.
-
É inútil fazer pelo outro o que ele pode fazer por ele mesmo.
-
Para toda tese existe uma antítese igualmente válida.
-
Vemos as coisas não como elas são, mas como somos.
-
Somente pela educação o homem pode ser homem.
-
Somos o que a educação fez de nós.
-
Sonho é poesia involuntária.
-
Nos atormentamos com questões que não podemos recusar, nem resolver.
-
O homem é o único animal que trabalha.
Retirado de :http://www.filosofia.com.br/historia_show.php?id=93
Nenhum comentário:
Postar um comentário