quinta-feira, 20 de novembro de 2014

A filosofia é gay

Acreditar que a filosofia poderia ser uma criação heterossexual é como acreditar que um banqueiro possa criar um “banco social” ou que o capitalismo possa deixar de explorar o homem ou que um coelho possa preferir antes pernil que cenoura.
Mas há pessoas que acreditam que um coelho é antes de tudo o Pernalonga, aquele que anda com uma cenoura na boca e que pode, como prêmio máximo, preferir pernil. Há quem não consiga entender que Pernalonga não é uma ficção qualquer, mas uma determinada, a da projeção de um tipo de homem sobre um coelho. Há uma série de situações, pessoas, acontecimentos e coisas que uma vez despojadas de certos elementos não possuem a mínima condição de poderem receber o mesmo nome que tinham. Mas, por uma operação ideológica profunda, a do mecanismo de projeção, isso acaba ocorrendo. Assim foi com a filosofia.
A filosofia é gay, mas no mundo moderno burguês isso não podia ser dito. Ainda não pode. Nesse caso a ideologia foi chamada para fazer seu serviço de sempre: mostrar tudo de modo que tudo efetivamente seja visto e nada enxergado.
Por anos e anos não entendemos que a heterossexualidade como um dado natural é uma ficção até meio tola e, por isso, não compreendemos que o homoerotismo poderia produzir – como de fato produziu – algo que almeja ser o suprassumo dos feitos dos bípedes-sem-penas (para lembrar a expressão imputada a Platão). A filosofia seria um polo culminante da cultura humana e, sendo o homoerotismo algo do desvio humano, ele não poderia ter criado a filosofia ou, se a criou, não poderia ter deixado nela marcas centrais. Todavia, foi sim o homoerotismo que criou a filosofia e, sem ele, a filosofia é tudo menos filosofia.
Claro que estou falando aqui da filosofia em seu sentido por nós adotado hoje, ou seja, o do envolvimento sério com as narrativas de Platão. A filosofia narrada e praticada por Platão tem uma dívida para com a sua brilhante inteligência e para com a prática da pederastia invertida tentada por Sócrates. Foi da perspectiva e da práxis homoerótica que se inventou a tal de filosofia.
A sociedade com valores calçados por um Eros objetivo, figurado efetivamente como um deus e um demiurgo, e por um campo de práticas, visões, odores e percepções completamente masculinas criou a filosofia. Sócrates foi o inventor dessa maluquice do “conhece-te a ti mesmo” transformado em guia da investigação filosófica. Esse conhecer-se nunca veio à prática filosófica senão na teia de relações de homens que amavam homens enquanto homens, não enquanto deuses, animais, monstros, mulheres ou crianças. Homens másculos com efebos – essa amizade e amor criados como instituição cultural e educacional de Atenas, segundo suas particularidades, é que fez a pergunta de Sócrates posta no “conhece-te a ti mesmo” ganhar sentido. Mulheres, animais, deuses e monstros sabiam o seu lugar exato no mundo. Só o homem másculo, o homem efetivamente homem e que, por ser másculo, gosta de homens, tinha problemas em saber sobre sua posição e saber se estava mesmo no lugar certo. Ao querer confirmar isso, buscando o “conhece-te a ti mesmo”, esses homens criaram a filosofia. Sócrates foi o melhor intérprete desse desejo, e o fez não no exercício da pederastia comum, mas de sua prática invertida.
A pederastia foi a única instituição no Ocidente que deu certo quanto à tarefa de criar adolescentes em uma sociedade livre. Nem antes e nem depois de Atenas isso se fez com acerto. A prática do homem mais velho de dar espaço social para um mais jovem, cuidando dele, foi a única maneira que o Ocidente descobriu como um modo capaz de educar adolescentes. Mutatis mutandis é o que fazemos hoje, ainda que sob mil disfarces, e com os adereços vindos da abertura do mundo para as mulheres. Se não tivéssemos isso, ainda que agora sob mil capas hipócritas, não teríamos nem socialização nem criatividade. Sócrates seguiu tal prática, mas em determinado momento a inverteu e, nisso, fez a filosofia acontecer.
Ao invés de se colocar como o mais velho que se torna amante do efebo, Sócrates fez o efebo ter curiosidade por ele, por sua vida adulta, pela sua pergunta sobre o “conhece-te a ti mesmo”, e então cair de amores. Sócrates foi acusado de corromper a juventude e, nisso, a acusação acertou. Os jovens não deviam ser apaixonar pelo mais velho na pederastia e não deviam canalizar seus esforços e impulsos, inclusive sexuais, para o “conhece-te a ti mesmo” como uma obsessão. Sócrates é que criou essa virada. Sócrates subverteu o homoerotismo dessa instituição educacional sortuda, a pederastia. Essa virada gerou a filosofia como Platão a re-inventou em suas narrativas, fazendo de Sócrates um personagem, o mestre da ta erotika, a expressão que aglutinava o sentido de arte de fazer perguntas e arte do amor – o que hoje chamamos de o bom namoro.
Sócrates quis deixar marcado na pederastia o quanto ela havia criado a filosofia, mas na sua inversão. Ele quis mostrar que vivendo em uma sociedade completamente masculina, a sua própria formação como filósofo não havia vindo de homens. Ela não era comum! Todos os mestres que ele reconheceu foram mulheres – reais ou talvez fictícias. Com isso, deixou claro que era uma pessoa diferente, que o que fazia era diferente de outros que se diziam ou sofistas ou mesmo filósofos. Mas com isso também mostrou que para ir mais fundo na filosofia era necessário ter uma visão mais ampla que a de uma sociedade centrada em uma só perspectiva. Só o masculinismo não bastava. Era necessário, para ver segredos do intelecto, percorrer o mundo das mulheres (sua mãe, Xantipa sua esposa, Aspásia sua professora de dialética e, por fim, a sábia da Mantinea). Ele havia feito isso e, então, poderia criar algo novo em Atenas. Mas isso só foi possível de ser uma novidade e de gerar algo novo, a filosofia, porque o pano de fundo era homoerótico. Caso não fosse, nenhuma dessas ideias teria tido sentido. Seria tolice falar formação vinda de mulheres em um mundo onde isso não fosse algo estranhíssimo. Sem essa trama talvez o pensamento grego tivesse gerado, como gerou, a cosmologia dos pré-socráticos, que virou física, ou o jogo de retórica dos sofistas, que virou o ensino para a democracia e, enfim, a arte de transformar tudo em questão de discurso público e voto.
No mundo masculino e de amores predominantemente masculinos, que era aquele chamado de cultural, pois livre da escravidão da natureza e do destino animal da qual a mulher era a representante máxima por que gerava uma cria, Sócrates trouxe um saber diferente: o homem não deixa de ser melhor por ficar louco de amor. O jovem pode se apaixonar sim pelo homem mais velho. Não é só o mais velho que, sendo mais velho e tendo juízo, pode se apaixonar pelo mais novo. O mais novo pode aprender a ter juízo nessa relação e sua prudência, a sofrosine, que é uma virtude espetacular, pode muito bem ser aprendida nessas circunstâncias. Ora, então aí entra a filosofia, exatamente na pederastia invertida. Ela ensina a automoderação do jovem sem que ele precise, eternamente, do policiamento do escravo pedagogo. Ela ensina também a responder, no namoro (a arte erótica na qual Sócrates dizia ser doutor), sobre quem se é e quem se deseja ser enquanto homem livre. Respondendo a perguntas do tipo “O que é a Coragem?” ou “o que é o Beleza?” o jovem, junto com o filósofo, poderia tentar então ter nas mãos o que precisaria para depois dizer se ele mesmo seria um corajoso ou um belo. Nesse sentido, enquanto homem livre ele aprendia a dizer de si mesmo verdades ocupando na sociedade de homens livres um lugar autêntico. Esse era o objetivo da filosofia. Quando praticada na sua autenticidade, ainda a filosofia é isso. Ela em um sentido amplo está a serviço da pergunta de Peter Slotedijk: “onde se está quando se está no mundo?”
Tudo isso envolvia, também, um pavonear-se completamente masculino, de exposição de homens para homens. Mas tudo isso envolvia também uma percepção da hybris enquanto um excesso grego, que precisava ser mais bem ponderado. Nenhum grego conheceu o qualificativo “humilde”. Mas o grego, com a filosofia, conheceu algo como “saber a qual lugar se pertence o que fazer para ocupa-lo”. Isto é, há algum conhecimento de si enquanto uma pessoa cujo “si” são sua qualidades exteriorizadas e, não raro, as tituladas pela cidade. Ter esse conhecimento do lugar é o prêmio da filosofia para quem se envolve com ela. Afinal, nunca o “conhece-te a ti mesmo” foi uma autorreflexão no sentido cartesiano e muito menos uma investigação no sentido psicanalítico. Sempre foi uma pergunta que queria dar ao homoerotismo tudo que este poderia fornecer ao homem. Nietzsche percebeu bem isso e expressou tal coisa na fórmula “torna-te o que tu és”. Alcibíades queria ser o que deveria ser, um estadista, e Sócrates filosofou com ele de modo que ele pudesse assim ser. Ambos se frustraram! Mas isso nunca quis dizer que Sócrates fracassou em tudo. Conseguiu seu intento, talvez sem notar, com Platão. E que feito!
A filosofia nasceu gay e só nessa relação homoerótica faz sentido. Fora dela é mero pastiche. Os padres que herdaram o saber grego sempre tiveram isso como algo claro, e assim levaram adiante os seminários. Eles foram exímios na prática da autêntica filiação entre homens, jovens e mais velhos, em uma confraria. A Universidade Medieval herdou tais práticas. No seu início a modernidade manteve essa prática assim ao instituir as relações entre mestre e discípulo e nas regras do mecenato. Por usa vez, as escolas modernas tardias foram obrigadas a quebrar isso, após a moralização do mundo pela burguesia idólatra do trabalho. Só então, com a revolução industrial e com o burguês tendo desejado criar um mundo sem amor e sem sexo, de modo a favorecer a disciplina fabril e o culto do deus Dinheiro, é que a filosofia se descaracterizou e, tornando-se prática asséptica de sala de aula virou prática de professores de filosofia – os que não podem olhar mais o estudante com olhos carinhosos.
Toda relação filosófica hoje é feita nas catacumbas da consciência arredia nos espaços dos corredores de universidades que ainda podem se parecer mosteiros, onde a sensualidade entre pessoas (e aí já não mais importa o gênero) come solta, ou melhor, quase solta. Agora, que até mesmo a boemia não existe entre filósofos, tudo se completa de modo a não reconhecermos mais a filosofia como inerentemente um saber gay. Só quando todos nós pudermos ver que o gay é o elemento comum e o hétero uma ficção e que então aceitaremos ver a filosofia, de volta, como sendo gay. Por enquanto esse saber é crivado por ideologia, porque nós próprios, cada um de nós que se diz hétero, nega tudo, até mesmo sonhos incontáveis.
Paulo Ghiraldelli, 57, filósofo.
Fonte:  http://ghiraldelli.pro.br/filosofia-e-gay/

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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Plataforma do SIGAA

SIGAA - Sistema de Integração e Gestão de Atividades Acadêmicas. 
    Diferente dos outros sistemas de gestão existentes no mercado, que são utilizados em vários segmentos, o SIGAA é voltado exclusivamente para instituições de ensino, ou seja, escolas públicas e particulares, universidades, cursos de idiomas, informática e diversos.

     É uma plataforma onde tantos professores como alunos utilizam para realização de acompanhamento e interação entre ambos.
    
    No que diz respeito à apostila de EAD da UFPI, na Unidade 4, trata-se da plataforma moodle, acredito que seja apenas para compreendermos como se estuda usando esse tipo de sistema.
    
    A plataforma SIGAA nos oferece alguns recursos, como por exemplo: fóruns de discussões, lançamento de frequência, tarefas com envio de arquivos, disponibilização de materiais, referências bibliográficas, mural de recados e agendamento de provas
   
    Não sei se compreendi errado, portanto,  acredito que o necessário é aprendermos a lidar com a plataforma atual, sendo a mesma um meio de comunicação entre os membros do curso.No entanto, não está sendo usado todos os seus recursos, porém acredito que com o andamento do curso, a familiarização com essa ferramenta, logo teremos um aprendizado usando todos os recursos que um curso da EAD tem que oferecer, para termos um aproveitamento muito melhor.

                                                        
                                                 Antonia de Sousa Vieira Soares.
     
                                   

 
 
   


quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Helenismo Clássico Editado

História da Filosofia



 história da filosofia
Filosofia na Grécia Antiga
 
Introdução
A palavra filosofia é de origem grega e significa amor à sabedoria. Ela surge desde o momento em que o homem começou a refletir sobre o funcionamento da vida e do universo, buscando uma solução para as grandes questões da existência humana. Os pensadores, inseridos num contexto histórico de sua época, buscaram diversos temas para reflexão. A Grécia Antiga é conhecida como o berço dos pensadores, sendo que os sophos (sábios em grego) buscaram formular, no século VI a.C., explicações racionais para tudo aquilo que era explicado, até então, através da mitologia.
Os Pré-Socráticos
Podemos afirmar que foi a primeira corrente de pensamento, surgida na Grécia Antiga por volta do século VI a.C. Os filósofos que viveram antes de Sócrates se preocupavam muito com o Universo e com os fenômenos da natureza. Buscavam explicar tudo através da razão e do conhecimento científico. Podemos citar, neste contexto, os físicos Tales de Mileto, Anaximandro e Heráclito. Pitágoras desenvolve seu pensamento defendendo a ideia de que tudo preexiste a alma, já que esta é imortal. Demócrito e Leucipo defendem a formação de todas as coisas, a partir da existência dos átomos.
Período Clássico
Os séculos V e IV a.C. na Grécia Antiga foram de grande desenvolvimento cultural e científico. O esplendor de cidades como Atenas, e seu sistema político democrático, proporcionou o terreno propício para o desenvolvimento do pensamento. É a época dos sofistas e do grande pensador Sócrates.
Os sofistas, entre eles Górgias, Leontinos e Abdera, defendiam uma educação, cujo objetivo máximo seria a formação de um cidadão pleno, preparado para atuar politicamente para o crescimento da cidade. Dentro desta proposta pedagógica, os jovens deveriam ser preparados para falar bem ( retórica ), pensar e manifestar suas qualidades artísticas.
Sócrates começa a pensar e refletir sobre o homem, buscando entender o funcionamento do Universo dentro de uma concepção científica. Para ele, a verdade está ligada ao bem moral do ser humano. Ele não deixou textos ou outros documentos, desta forma, só podemos conhecer as ideias de Sócrates através dos relatos deixados por Platão. 
Platão foi discípulo de Sócrates e defendia que as ideias formavam o foco do conhecimento intelectual. Os pensadores teriam a função de entender o mundo da realidade, separando-o das aparências. 
Outro grande sábio desta época foi Aristóteles que desenvolveu os estudos de Platão e Sócrates. Foi Aristóteles quem desenvolveu a lógica dedutiva clássica, como forma de chegar ao conhecimento científico. A sistematização e os métodos devem ser desenvolvidos para se chegar ao conhecimento pretendido, partindo sempre dos conceitos gerais para os específicos.
Período Pós-Socrático
Está época vai do final do período clássico (320 a.C.) até o começo da Era Cristã, dentro de um contexto histórico que representa o final da hegemonia política e militar da Grécia.
Ceticismo: de acordo com os pensadores céticos, a dúvida deve estar sempre presente, pois o ser humano não consegue conhecer nada de forma exata e segura.
Epicurismo: os epicuristas, seguidores do pensador Epicuro, defendiam que o bem era originário da prática da virtude. O corpo e a alma não deveriam sofrer para, desta forma, chegar-se ao prazer.
Estoicismo: os sábios estóicos como, por exemplo Marco Aurélio e Sêneca, defendiam a razão a qualquer preço. Os fenômenos exteriores a vida deviam ser deixados de lado, como a emoção, o prazer e o sofrimento.
Pensamento Medieval
O pensamento na Idade Média foi muito influenciado pela Igreja Católica Desta forma, o teocentrismo acabou por definir as formas de sentir, ver e também pensar durante o período medieval. De acordo com Santo Agostinho, importante teólogo romano, o conhecimento e as ideias eram de origem divina. As verdades sobre o mundo e sobre todas as coisas deviam ser buscadas nas palavras de Deus.
Porém, a partir do século V até o século XIII, uma nova linha de pensamento ganha importância na Europa. Surge a escolástica, conjunto de ideias que visava unir a fé com o pensamento racional de Platão e Aristóteles. O principal representante desta linha de pensamento foi São Tomás de Aquino.
Pensamento Filosófico Moderno
Com o Renascimento Cultural e Científico, o surgimento da burguesia e o fim da Idade Média, as formas de pensar sobre o mundo e o Universo ganham novos rumos. A definição de conhecimento deixa de ser religiosa para entrar num âmbito racional e científico. O teocentrismo é deixado de lado e entre em cena o antropocentrismo ( homem no centro do Universo ). Neste contexto, René Descartes cria o cartesianismo, privilegiando a razão e considerando-a  base de todo conhecimento. 
A burguesia, camada social em crescimento econômico e político, tem seus ideais representados no empirismo e no idealismo.
No século XVII, o pesquisador e sábio inglês Francis Bacon cria um método experimental, conhecido como empirismo. Neste mesmo sentido, desenvolvem seus pensamentos Thomas Hobbes e John Locke
Conhecido como o percursor do pensamento filosófico moderno, o filósofo e matemático francês René Descartes dá uma grande contribuição para a Filosofia no século XVII ao desenvolver o Método Cartesiano. De acordo com este método, só existe aquilo que pode ter sua existência comprovada.
O iluminismo surge em pleno século das Luzes, o século XVIII. A experiência, a razão e o método científico passam a ser as únicas formas de obtenção do conhecimento. Este, a única forma de tirar o homem das trevas da ignorância. Podemos citar, nesta época, os pensadores Immanuel Kant, Friedrich Hegel, Montesquieu, Diderot, D'Alembert e Rosseau.
O século XIX é marcado pelo positivismo de Auguste Comte. O ideal de uma sociedade baseada na ordem e progresso influencia nas formas de refletir sobre as coisas. O fato histórico deve falar por si próprio e o método científico, controlado e medido, deve ser a única forma de se chegar ao conhecimento.
Neste mesmo século, Karl Marx utiliza o método dialético para desenvolver sua teoria marxista. Através do materialismo histórico, Marx propõe entender o funcionamento da sociedade para poder modificá-la. Através de uma revolução proletária, a burguesia seria retirada do controle dos bens de produção que seriam controlados pelos trabalhadores.
Ainda neste contexto, Friedrich Nietzsche, faz duras críticas aos valores tradicionais da sociedade, representados pelo cristianismo e pela cultura ocidental. O pensamento, para libertar, deve ser livre de qualquer forma de controle moral ou cultural.
Época Contemporânea
Durante o século XX várias correntes de pensamentos agiram ao mesmo tempo. As releituras do marxismo e novas propostas surgem a partir de Antonio Gramsci, Henri Lefebvre, Michel Foucault, Louis Althusser e Gyorgy Lukács. A antropologia ganha importância e influencia o pensamento do período, graças aos estudos de Claude Lévi-Strauss. A fenomenologia, descrição das coisas percebidas pela consciência humana, tem seu maior representante em Edmund Husserl. A existência humana ganha importância nas reflexões de Jean-Paul Sartre, o criador do existencialismo.
Você sabia?
- É comemorado em 15 de novembro o Dia Mundial da Filosofia.
Retirado de :  http://www.suapesquisa.com/filosofia
 
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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Documentário - Educação a Distância - O Ensino sem Fronteiras

Biografia de Platão

Platão

Filósofo grego da antiguidade

Biografia de Platão:

Platão (427-347a.C.) foi um filósofo grego da antiguidade. Foi considerado um dos principais pensadores gregos. Tornou-se discípulo do filósofo Sócrates. Escreveu inúmeros diálogos e cartas, onde a figura principal é Sócrates. Sua filosofia é baseada na teoria de que o mundo que percebemos com nossos sentidos é um mundo ilusório, confuso. O mundo espiritual é mais elevado, eterno, onde está o que existe verdadeiramente, as ideias, que só a razão pode conhecer.
Platão (427-347a.C.) nasceu em Atenas, Grécia. Sua família era uma das mais nobres de Atenas. Seu nome era Arístocles, mas recebeu o apelido de Platão, que em grego significa de ombros largos. Recebeu educação especial, estudou leitura e escrita, ginástica, música, pintura e poesia. Era excelente atleta, participou dos jogos olímpicos como lutador.
Desde cedo tornou-se discípulo de Sócrates, aprendendo e conhecendo os problemas e as virtudes humanas. Deixou eternizados os ensinamentos do mestre, escreveu inúmeros diálogos e cartas, onde a figura principal é Sócrates. Realizou estudos em várias parte do mundo, foi para Megara onde estudou Geometria com Euclides, importante matemático da época. Esteve no Egito onde estudou Astronomia. Foi para Cyrene, no norte da África, aperfeiçoar-se em Matemática. Em Crotona, no sul da Itália, manteve contato com os discípulos de Pitágoras, notável filósofo e matemático. Com essa formação desenvolveu suas próprias teorias.
Platão foi um dos mais importantes filósofos de todos os tempos. Suas teorias,chamadas de platonismo, concentram-se na distinção de dois mundos, o visível, sensível ou mundo dos reflexos, e um outro invisível, ou mundo das ideias.
Em 387 a.C., de volta para Atenas onde fundou sua escola filosófica, "Academia", local que reunia seus discípulos para estudar Filosofia, Ciências, Matemática e Geometria. Adotou o lema de Sócrates "O sábio é o virtuoso". Nos últimos anos de vida escreveu suas obras mais notáveis, cerca de trinta obras chegaram até nossos dias. Em forma de diálogos foram escritas "República", "Protágoras", "Banquete", "Fedro" e "Apologia", entre outras. Quando morreu, em 347 a.C., estava escrevendo "As Leis", um grande tratado. Entre seus discípulos o que mais se destacou foi Aristóteles. A Academia só foi fechada no ano de 529, pelo imperador romano Justiniano.
Retirado de : http://www.e-biografias.net/platao/

Biografia de Immanuel Kant

Immanuel Kant

Filósofo alemão

Biografia de Immanuel Kant:

Immanuel Kant (1724 - 1804) foi um filósofo alemão, considerado um dos maiores da história e dos mais influentes no ocidente.
Kant veio de família pobre e foi criado no seio da religião protestante. Lecionou geografia e iniciou a carreira universitária ensinando Ciências Naturais. Em 1770, foi nomeado professor catedrático na Universidade de Königsberg.
Kant estabeleceu um sistema filosófico, operando uma resolução entre o racionalismo de Descartes e Leibniz e o empirismo dos filósofos David Hume e John Locke.
Sua obra, Crítica da Razão Pura,visava colocar todas as questões sob análise racional, sem a confusão que os sentidos poderiam causar para uma conclusão mais cuidadosa. Tentou, então, resolver o problema do conhecimento racional e empírico, pois não concordava que a experiência sensível era limitada. Kant achava que as verdades universais poderiam ser encontradas a priori, ou seja, antes de qualquer experiência.
Assim, para Kant, o espírito ou razão modelava e coordenava as sensações, sendo as impressões dos sentidos externos apenas matéria prima para o conhecimento.
Kant negava que existia uma verdade última ou a natureza íntima das coisas. Por isso, propôs uma espécie de código de conduta humano, surgindo daí, idéias para outra obra famosa, o seu livro A crítica da Razão Prática, que funcionaria como leis éticas que regeriam os seres humanos. A estas leis, deu o nome de Imperativo Categórico.
Kant passou toda a sua vida na cidade onde nasceu, em Königsberg, onde levou uma vida metódica e circunspecta.

Informações biográficas de Immanuel Kant:

Data do Nascimento: 22/04/1724
Data da Morte: 12/02/1804
Nasceu há 290 anos
Morreu aos 79 anos
Morreu há 210 anos
Retirado de :  http://www.e-biografias.net/immanuel_kant/.

Immanuel Kant

Immanuel Kant
Um dos principais temas da filosofia de Kant é o conhecimento, quais as possibilidades que temos de conhecer, onde começa e onde termina a nossa capacidade de conhecimento e como podemos utilizar esse conhecimento.
Kant também se preocupou em analisar as razões das ações humanas e a relação dessas ações com a moral. Ele se questionou sobre as formas como devemos agir, porque devemos fazer e o que devemos fazer, como devemos comportar-nos em nossas relações com outras pessoas, qual a forma de se alcançar a felicidade, o que é e como podemos atingir o bem supremo.
Em seu livro Crítica da Razão Pura Kant diferencia os conhecimentos que adquirimos por experiência, os conhecimentos a posteriori, dos conhecimentos que ele classifica como puros, ou a priori.
Nossos conhecimentos experimentais, a posteriori, são os que nos fornecem as sensações, por exemplo: para que tenhamos o conhecimento de que o fogo queima, temos que experimentar o seu calor. Esse conhecimento não pode ser separado das nossas impressões sensoriais.
O conhecimento a priori ou puro, não necessita da experiência sensorial para acontecer, além disso o conhecimento a priori é essencial e aplicado a tudo e a todos, por exemplo: a afirmação de que o triângulo tem três lados é uma afirmação que serve para qualquer tipo de triângulo em qualquer situação e em qualquer tempo. Eles são gerais e deles se originam discernimentos fundamentais.
Já os conhecimentos dados pela experiência, a posteriori, não produzem juízos essenciais e que possam ser aplicados em todas as situações.
Além da diferenciação entre os conhecimentos a posteriori e a priori, Kant considera ainda que existem juízos analíticos e sintéticos. Os juízos analíticos são aqueles em que os atributos fazem parte do termo sobre o qual se afirma algo. As conclusões dos juízos analíticos são o resultado do exame dos elementos contidos nos termos. Por exemplo, na afirmação "os corpos são extensos" a qualidade "extenso" já está contida de forma subentendia no termo "corpo", ou seja, não temos condição de elabora ideias ou raciocínios sobre o termo "corpo" se não aceitarmos que eles são "extensos".
Já os juízos sintéticos são os que associam o conceito do predicado ao conceito do sujeito e geram novos conhecimentos, por exemplo "alguns corpos se movimentam em relação a outros". Na formulação desse juízo, os termos se complementam e desenvolvem um novo saber.
Através da diferenciação entre os juízos a priori, a posteriori, analíticos e sintéticos, Kant classifica os juízos em analíticos, sintéticos a posteriori e sintéticos a priori. Desses três o único que tem a possibilidade de criar novos conhecimentos são os juízos sintéticos a priori pois são ao mesmo tempo universais e necessários e fazem o conhecimento evoluir. Os juízos sintéticos a priori são os juízos da matemática e da física e Kant se pergunta se eles são possíveis também na metafísica.
Para responde essa questão o filósofo diz que a proporção do conhecimento dos objetos é definida pela capacidade de conhecer do sujeito, ou seja, o conhecimento vai depender da competência de experimentar e da competência de entender de cada sujeito.
Existem duas competências experimentais e de entendimento básicas que são o espaço e o tempo. O espaço é algo intrínseco à sensibilidade do sujeito que conhece e por isso ele pode perceber os objetos e relacioná-los. Nós podemos conceber um espaço sem nada, mas não podemos conceber a ausência do espaço, portanto ele é algo inerente a nós enquanto sujeitos do conhecimento. O entendimento de Kant sobre o tempo segue as mesmas argumentações. Assim, o espaço e o tempo são condições necessárias para o conhecimento.
Como consequência dessas formulações sobre o conhecimento, Kant afirma que não temos a capacidade de conhecer as coisas em si mesmas, mas somente os fenômenos decorrentes delas. Da mesma forma, não temos a propriedade de conhecer o mundo da metafísica, mas somente a capacidade de pensar um mundo no âmbito da metafísica.
Mas nossa razão não é somente teoria e conhecimento, mas também prática.  A razão vai analisar nossas ações através da moral. Para Kant uma vida moral é possível se a razão estabelecer de forma racional a forma como devemos nos conduzir. A razão tem que criar leis morais objetivas, ou seja, que valham para ser aplicadas por qualquer ser racional. Seguindo esses argumentos Kant desenvolveu o Imperativo Categórico: "Age de tal maneira que o motivo da tua ação possa ser universal", ou seja, minha ação vai ser moral se todas as pessoas puderem agir da mesma forma.

Sentenças:
- Atreva-se a pensar.
- Com as pedras das críticas que recebes, erga um monumento.
- Com o poder vem a responsabilidade.
- Não se ensina filosofia; ensina-se a filosofar.
- É na da educação que se estrutura o aperfeiçoamento da humanidade.
- Conceitos sem intuição são vazios; intuições sem conceitos são cegas.
- Todos sabem de onde vem o ser humano, mas poucos sabem para onde vai.
- O direito deve permitir que a liberdade de cada um deixe espaço para a liberdade de todos.
- O sábio muda de opinião. O ignorante, nunca.
- A felicidade não é um objetivo da razão, mas da imaginação.
- A liberdade é a capacidade que aumenta a utilidade das outras capacidades.
- É inútil fazer pelo outro o que ele pode fazer por ele mesmo.
- Para toda tese existe uma antítese igualmente válida.
- Vemos as coisas não como elas são, mas como somos.
- Somente pela educação o homem pode ser homem.
- Somos o que a educação fez de nós.
- Sonho é poesia involuntária.
- Nos atormentamos com questões que não podemos recusar, nem resolver.
- O homem é o único animal que trabalha.
Retirado de :http://www.filosofia.com.br/historia_show.php?id=93